A nova ordem do Programa de Educação Continuada em Força da MAD Powerlifting

Curto e simples: fizemos o que a lógica requer e colocamos o curso sobre Periodização como último na sequência. Agora as explicações.

Os seis primeiros cursos são numerados e chamam-se “Powerlifting (número X)”. Como pode-se observar pela descrição abaixo, esse nome é uma referência ao nome da MAD Powerlifting e não um programa de formação no esporte powerlifting.

A nova estrutura do nosso programa é a seguinte:

 

Número e ordem Sub-título / nome
Powerlifting 1 Fundamentos básicos da força
Powerlifting 2 Segmentação de movimentos e exercícios assessórios
Powerlifting 3 Força e estabilidade: exercícios assessórios com equipamentos (elásticos, correntes, boards, bamboo bar, etc)
Powerlifting 4 Força e hipertrofia: outros exercícios bom barras e anilhas
Powerlifting 5 Pegada
Powerlifting 6 Periodização
Strongman Treinamento com objetos alternativos e Strongman

 

O motivo deste deslocamento do curso de periodização para o final do programa básico é óbvio: é importante conhecer os vários componentes do treinamento de força baseado nas ferramentas dos movimentos básicos para poder planejar, programar e periodizar.

O motivo pelo qual este curso não era o final é histórico: a MAD começou em 2013 com um curso. Depois se transformou em dois, sendo o segundo o de força e hipertrofia. Muito rapidamente ficou claro que os assessórios para os três movimentos básicos requeriam um outro curso, ou melhor dois. Assim, já tínhamos quatro cursos. Esse era o núcleo básico. Com a demanda sobre periodização, ficamos com cinco e o curso de pegada veio em seguida. O núcleo básico ficou sendo o de fundamentos básicos, estabilidade e segmentação, junto com periodização. Força e hipertrofia ficou num fim de semana com periodização. Todos os alunos apontaram a inadequação desta ordem. Como a gente escuta nossos alunos, mudamos.

Correntes, elásticos, barras instáveis: a estabilidade é a mãe da força – por que fazer o curso de powerlifting nível 3 (equipamentos)

Quando estamos próximos da execução de um movimento voluntário máximo, o sucesso ou fracasso quase sempre são determinados pela eficiência do mesmo. Eficiência nos movimentos tem sido abordada principalmente do ponto de vista da economia energética. No entanto, sabemos que a eficiência de um gesto está relacionada à proporção ótima de ativação das cadeias musculares implicadas, o que, por sua vez, é uma função da coordenação intra-muscular e do equilíbrio. O gesto eficiente é aquele onde atuam de forma ótima, com recrutamento e velocidade ótima, os músculos que devem atuar.

Próximo do esforço voluntário máximo com pesos livres, a capacidade de controlar os fatores intrínsecos de instabilidade é crítica. Recrutar muito mais músculos e de forma pouco coordenada é uma reação de qualquer um não familiarizado com determinada carga ou determinado movimento.

Quando ensinamos o agachamento e um indivíduo o realiza pela primeira vez, o movimento não está automatizado. Todos os movimentos do gesto e todos os comandos necessários para sua boa execução são pensados e isso torna a tarefa ineficiente, lenta e desajeitada.

Mais tarde, quando se aumenta a carga de um gesto conhecido, novamente a falta de familiaridade faz com que haja um recrutamento maior que o necessário de músculos (não necessariamente estabilizadores) e perda de coordenação geral.

Treinos em que se introduz elementos de instabilidade são fundamentais para aumentar a eficiência dos levantamentos. Assim são os treinos com correntes, elásticos e elementos pendulares. Ao caminhar para trás com a barra carregada com correntes ou com pesos pendulares, todos os movimentos se tornam instáveis. O estímulo de estabilização promovido por este tipo de treino resulta em maior eficiência do gesto alvo.

Esta é uma estratégia utilizada no agachamento e no supino.

Correntes e elásticos promovem outro efeito importante na melhoria da eficiência dos levantamentos: ele alteram a curva de tensão ao longo das fases excêntrica e concêntrica. A barra tem uma carga total diferente a cada altura, visto que mais elos da corrente são acrescentados à medida em que ela sobe. Com o elástico, quanto mais esticado, maior a tensão exercida.

Este efeito tende a ter um resultado maior na eficiência da finalização dos movimentos.

Outro equipamento que trabalha um segmento do movimento separado dos demais são os boards. Feitos de tábuas empilhadas produzindo retângulos de espessura variada, os boards permitem alterar a trajetória de finalização do supino. Como diferente dos “dead benches” ou “dead presses” (supino feito dentro da gaiola, com a barra fixada numa altura determinada pelas espadas laterais), os boards permitem que o levantador desça com a barra no próprio corpo coberto pelo equipamento (board), que é sustentado pelo tronco.

No levantamento terra, diferentes arranjos de elásticos e correntes permitem trabalhar cada segmento crítico do levantamento.

Os treinos feitos com equipamentos contribuem não apenas com a maior consciência sobre a segmentação do gesto, melhoria nas fases que se deseja trabalhar como principalmente uma melhora na estabilidade geral do gesto. E, como sempre repito, a estabilidade é a mãe da força.

Para se inscrever no próximo curso de Powerlifting Nível 3 (equipamentos), dia 10 de maio, envie um e-mail para mad.powerlifting@gmail.com

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