Primeiros dois cursos do ano de 2015: Powerlifting 1 e 2 na Crossfit Sampa

O ano começou bem: nossos dois primeiros cursos contaram com gente de Goiás, Rio de Janeiro, Minas Gerais e São Paulo.

A maioria, como sempre, de treinadores em espaços “alternativos” (será que ainda podemos usar este termo?): crossfits, studios de treinamento funcional ou personal trainers comprometidos com uma proposta integrativa.

Acredito que cada vez mais os cursos da MAD se mostram como espaços de troca e enriquecimento. Fugimos definitivamente do modelo de transmissão passiva de saber: estamos construindo à medida que ensinamos e aprendemos.

Quase todo mundo encontrou uma pisada nova, uma amplitude diferente ou toda a mecânica de seus levantamentos modificada. Isso é o que importa num curso como esse: as coisas que não se pode aprender lendo ou assistindo material de qualquer tipo de midia.

A gente chama isso de “conhecimento tácito”, em oposição a “conhecimento codificado”. É o corpo-a-corpo, literalmente, com quem tem um conteúdo para ser transmitido. Aquele ajuste fino que se faz com um chutinho, o beliscão nas costas que mostra onde focar a atenção para a melhor adução e depressão de escápula, o olho em cada mudança na velocidade da barra.

Minha preocupação é ao mesmo tempo que cada um de vocês ganhe em conhecimento e performance pessoal, mas também em técnicas de ensino de força para que amanhã possam passar esse saber para frente.

Embarcando na pergunta final do Vassalo, a forma como podemos mudar o mundo é essa: criando correntes e redes de transmissão de saber que não morram nunca.

Tenho muito orgulho de cada um de vocês, sem exceção.